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Chave Primária e Chave Estrangeira: entenda a diferença entre elas

 

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Chave primária, chave estrangeira e relacionamentos entre tabelas nem sempre são fáceis de aprender quando somos iniciantes no assunto.

Além disso, ainda tem cardinalidade, modelagem, consultas…

É claro que tudo isso pode confundir e muito a sua cabeça. Eu sei porque eu já passei por isso,  e eu te entendo.

Lembro-me muito bem do primeiro dia em que assisti à aula da matéria ‘Banco de dados I’ da minha graduação. Naquele dia, meu professor, meio mal-humorado, desembestou a falar e despejar logo de cara, conceitos super avançados. Eu me senti frustrada, não entendi absolutamente nada.

Embora, esse dia tenha sido há quase quatro anos, ainda assim, me pego, vez ou outra relembrando o momento. Nunca é fácil para quem está começando. E se eu pudesse dizer algo a mim mesma naquela época, seria: vai com calma que você dá conta.

E é o mesmo que eu digo para você: vai com calma que você consegue.

Por isso, pensando em solucionar esta dúvida cruel, que já foi a minha também, eu vou te explicar a principal diferença entre a chave primária e a chave estrangeira e como você deve usá-las em suas tabelas.

 

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Chave Primária – Primary Key

Primeiramente, a Chave Primária é usada quando precisamos dos seguintes objetivos em uma tabela:

  • Ter unicidade de um registro
  • Que esse registro NÃO seja nulo
  • Ou que esse registro possa identificar a tabela

Portanto, a Chave Primária (PRIMARY KEY) identifica uma tabela por meio da unicidade de um registro e por sua obrigatoriedade de não ser nulo.

Contudo, uma tabela só pode ter apenas uma Chave Primária, que geralmente é o ID ou COD ou algo do tipo… Menos CPF por favor…

OBS: uma chave primária pode ser criada a partir de duas outras chaves, gerando assim uma chave composta. Por exemplo: ao juntar os campos ‘cpf’ e ‘nome’, temos uma identificação única formada por dois campos (chave composta).

Chave Estrangeira – Foreign Key

A Chave Estrangeira é, sobretudo, sinônimo de relacionamento entre tabelas. Por quê?

Porque uma Chave Estrangeira nada mais é do que a Chave Primária de uma tabela ‘colocada’ em outra tabela. E por que é feito isso?

Resumidamente, a Chave Estrangeira, além de conectar tabelas, tem mais esses propósitos:

  • Ela impede que você adicione um valor inválido no ID de uma tabela
  • Ela impede que você exclua um registro caso ele faça referência em outra tabela

Traduzindo: não é possível adicionar um valor que não existe em uma chave primária para o campo referenciado como chave estrangeira.

Ela também não vai deixar você excluir um dado da sua tabela, sem que antes você o exclua da tabela original, a que você faz referência utilizando a Chave Estrangeira.

Entretanto, ao contrário da Chave Primária, uma tabela pode ter mais de uma Chave Estrangeira.

Principal Diferença entre Chave Primária e Estrangeira

Para concluir, é importante relembrar que a Chave Primária identifica e garante a unicidade a um registro de uma tabela. Desse modo ele é único, mas também não nulo, ou seja, é obrigatório que haja um valor válido ali.

Por outro lado, a Chave Estrangeira promove o relacionamento entre tabelas. Em suma, a Chave Estrangeira nada mais é do que a Chave Primária de outra tabela.

Portanto, quando você precisa da união entre duas ou mais tabelas, é ela quem possibilita a consulta e manipulação dos registros.

  • Chave Primária: identificação
  • Chave Estrangeira: relacionamento

 

DICA

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NayaraBonim

Analista e criadora de conteúdo. Formada em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Pós-graduanda em Engenharia de Software.

7 comentários em “Chave Primária e Chave Estrangeira: entenda a diferença entre elas

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