Lógica de Programação com Java: Como surgiu a linguagem?

Oi, como está o seu estudo?

Nesse post, nós vamos conversar sobre Lógica de Programação com Java. Se você está começando a estudar esses conceitos ou está tendo o primeiro contato com Java, fique tranquilo.

Tudo aqui é bem simples e feito especialmente para você entender. Você vai conhecer um pouco do surgimento do Java, depois como essa linguagem funciona e posteriormente, como aplicar a lógica a ela.

História do Java

James Gosling

James Gosling – Wikipédia

Era o início da década de 90. James Gosling, esse carinha da foto, um cientista de programação canadense, trabalhou em conjunto com sua equipe, em uma empresa chamada Sun Microsystems, criando assim a linguagem JAVA.

Contudo, a origem de Java é um tanto curiosa. James e sua equipe estavam trabalhando em um projeto que idealizava a construção de um controle interativo, com touchscreen e funcionalidades que conhecemos atualmente, por meio de smartphones e demais dispositivos eletrônicos.

Para isso, eles desenvolveram uma linguagem específica, que atendesse as especificidades do projeto.

Para esse projeto, denominado Star Seven, a linguagem Oak surgiu. Dizem que ele a batizou assim por causa de um majestoso carvalho que podia avistar de sua janela.

Foi nessa época também que o mascote tão conhecido pelos javeiros, o Duke, foi criado.

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Duke

O Duke era como um assistente nesse dispositivo interativo da Star Seven. Ele guiava o usuário e mostrava como utilizar o aparelho.

Todavia, o projeto não foi para a frente. A internet emergiu, e em 1995, James teve de adaptar a linguagem Oak para a web.

Surge assim o Java. Batizado em homenagem as ilhas de Java, especialmente por causa do seu forte café.

Atualmente a linguagem pertence a Oracle, que a comprou em 2008 e é uma das linguagens mais utilizadas e mais reconhecidas do mundo.

Também é a linguagem oficial dos aplicativos android e diversos sistemas para desktops que encontramos por aí.

Mas antes de falarmos mais sobre Java, vamos entender alguns conceitos básicos.

Programa, linguagem de máquina e compilador

Você sabe o que é um programa? Bem, nada mais é do que uma sequência de instruções, feita por meio de algoritmos que a gente executa tanto no computador quanto em outros dispositivos.

Esses algoritmos são feitos em linguagem de alto nível, que se aproximam da nossa compreensão e são, de certa forma, convertidos para a linguagem de baixo nível, chamadas de linguagem de máquina.

Desse modo, dependendo da arquitetura do computador ou dispositivo o programa pode ou não funcionar.

Isso porque, algumas linguagens funcionam em apenas uma arquitetura e precisam ser adaptados para outros sistemas operacionais. Alguns precisam até mesmo da reescrita de código.

Já outras linguagens possuem uma tecnologia que as permitem executar o programa em várias arquiteturas ao mesmo tempo, poupando o programador de ter que reescrever o código.

A linguagem Java possui essa característica. O seu código uma vez escrito, funciona em vários sistemas operacionais, desde é claro, que estes atendam a alguns requisitos.

Compilador

Mas o que é essa tecnologia que consegue converter o código tanto para linguagem de máquina quanto para outra arquitetura?

A resposta é o compilador e a máquina virtual.

O compilador é o responsável por traduzir a linguagem de alto nível em linguagem de máquina.

E o mais interessante é que além de disso, ele gera arquivos executáveis específicos para arquiteturas distintas. Então o código fonte só precisa ser feito uma única vez.

A partir disso, o compilador converte esse código para um determinado sistema operacional e também para a linguagem de baixo nível.

Só que o compilador não faz essa mágica totalmente sozinho.

Máquina Virtual

Sem a máquina virtual, o compilador não seria capaz de converter o código para diversas plataformas como vemos com frequência hoje em dia.

É a máquina virtual que permite essa conversão. Pense na máquina virtual como uma ponte entre o código fonte traduzido pelo compilador até a linguagem de máquina no computador.

Assim, quando o programador escreve o código-fonte em uma determinada linguagem, o compilador o reescreve para uma linguagem que a máquina virtual entende e é ela quem vai traduzir esse código para a linguagem de máquina.

E isso acontece para todas as arquiteturas que possuírem essa tecnologia.

Versões do Java

Para programadores, o Java possui 3 plataformas:

  • JAVA ME – Java Micro Edition (Para Dispositivos e Embarcados Móveis)
  • JAVA SE – Java Standard Edition (Para Desktops e Servidores)
  • JAVA EE – Java Enterprise Edition (Para Aplicações Corporativas)

Contudo, geralmente utilizamos o JAVA SE para aprender a programar, nos familiarizar com a linguagem e desenvolver sistemas.

Por fim, dentro dessa plataforma, temos que conhecer alguns elementos:

  • JVM – Java Virtual Machine ( A máquina virtual que falamos ali em cima)
  • JRE – Java Runtime Environment ( É preciso instalar para que a aplicação execute)
  • JDK – Java Development Kit ( Kit de desenvolvimento Java para programadores)

Todos esses três precisam ser instalados no computador para que a aplicação funcione. Contudo, no computador que vai apenas executar, basta a JRE.

No próximo post, daremos início aos princípios básicos da lógica de programação com Java.

É sempre importante revisarmos esses conceitos teóricos para entendermos como um programa realmente funciona.

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