Origem da Orientação a Objetos – quando surgiu, quem criou e o que é

orientação a objetos

Nesse post você vai conhecer como surgiu a Orientação a Objetos. Saber a origem da Orientação a Objetos é importante para compreender em como é a programação hoje em dia e o porquê você utiliza certas ferramentas ao programar. Acompanhe abaixo:

Paradigmas de programação

Segundo o livro Orientação a Objetos de Thiago Leite e Carvalho (2016), um algoritmo deve ser o mais genérico possível, para assim poder ser implementado com facilidade em qualquer linguagem de programação.

Um algoritmo, de forma resumida, é o passo a passo que o programador desenvolve para que o processador execute uma tarefa. Ou seja, são as instruções que dão origem ao programa em si.

Para poder entender o conceito de Orientação a Objetos, é preciso conhecer um termo específico: paradigma de programação. Os paradigmas são como estruturas, com regras e características.

No passado, um paradigma extremamente utilizado e precursor da programação atual, foi o estruturado. Linguagens como C são codificadas sob esse paradigma e possuem algumas características.

O paradigma estruturado costuma agrupar o seu código, o seu passo a passo é centralizado e desenvolvido em um mesmo lugar.

Por um lado facilita a programação e consome menos recursos do processador, mas por outro torna o código engessado e difícil de se reutilizar ou dar manutenção.

Paradigma Orientado a Objetos

Com o avanço da tecnologia, acesso a internet e aperfeiçoamento das máquinas computacionais, houve a exigência da criação de programas mais robustos, precisos e eficientes.

Para isso, o paradigma estruturado tinha limitações. Então, a partir deste, surgiram outros paradigmas, sobretudo o Orientado a Objetos, que é o que vamos estudar aqui.

O paradigma Orientado a Objetos, de acordo com Thiago Leite e Carvalho (2016), foi desenvolvido a fim de suprir as insuficiências derivadas do paradigma estruturado e seus similares.

Ainda segundo o autor, a principal característica da orientação a objetos é poder expressar as necessidades do dia a dia. Entenda esse expressar por traduzir as necessidades em códigos e gerar programas a partir disso.

Origem da Orientação a Objetos

A Orientação a Objetos surgiu na Noruega, quando em 1962, dois pesquisadores do Centro Norueguês de Computação (Norwegian Computing Center – NCC), Kristen Nygaard e Ole-Johan Dahl, iniciaram um projeto de criar uma linguagem de Simulação de Eventos Discretos, como afirma Thiago Leite e Carvalho (2016).

A Simulação de Eventos Discretos ou Discrete Events Simulation é um dos modelos matemáticos usados para descrever como o computador compreende a lógica dos eventos diários.

Foi desenvolvido por Keith Tocher e com ele, há mais dois modelos: Continuous Simulation e Monte Carlo Simulation.

Assim, os pesquisadores desenvolveram a linguagem SIMULA, que após suas atualizações, foi denominada SIMULA 67, e é até hoje a precursora do paradigma orientado a objetos.

Mas o que elas tinham de diferente das outras?

Basicamente o seu código era orientado a problemas e não orientado a computadores, como é dito no livro Orientação a Objetos, Casa do Código (2016).

Disseminação da Programação Orientada a Objetos

Em meados da década de 70, Alan Kay, pesquisador da Xerox Parc, Califórnia, se aventurou no projeto de criar uma linguagem que podia ser usada em computadores pessoais.

Com isso, foi desenvolvida a linguagem SmallTalk-71 e posteriormente, a SmallTalk-80. Juntas, foram responsáveis pela disseminação da Orientação a Objetos até os nossos dias atuais.

Suas maiores contribuições foram o uso de uma interface básica amigável, ambiente de aprendizagem integrado (IDE) e a capacidade de ser executada em máquinas de pequeno porte.

Por fim, basicamente tudo o que utilizamos atualmente quando optamos pelo paradigma orientado a objetos, é derivado desta linguagem.

Como afirma Thiago Leite e Carvalho (2016), algumas de nossas IDE’s, como NetBeans, Eclipse e Visual Studio sofreram influências do ambiente de desenvolvimento da SmallTalk-80.

A Orientação a Objetos nos traz o conceito de objetos, classes, herança, métodos, atributos e etc.

São eles que promovem a facilidade de desenvolver códigos orientados a problemas, traduzindo a nossa realidade cotidiana.

No próximo post darei sequência na definição desses conceitos e em como a Orientação a Objetos auxilia a rotina do programador. Quer ficar sabendo quando o novo artigo será postado? Inscreva-se com seu e-mail e assine a newsletter.

Fonte: CARVALHO, L. Thiago. Orientação a Objetos: Aprenda seus Conceitos de Forma Efetiva. Casa do Código (2016).

 

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